Desafio: combater à violência nos estádios de futebol

A lei que modifica o Estatuto do Torcedor e prevê punições rigorosas para torcedores, cambistas, torcidas organizadas e até árbitros foi sancionada pelo presidente Lula. No caso do torcedor, aquele que praticar atos de violência e vandalismo a uma distância de até cinco quilômetros dos estádios poderá ser punido com multa, ficar proibido de freqûentar o estádio e preso por até dois anos. Também sofrerá punição o torcedor que entoar cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos. Não é justo que o torcedor de futebol vá a um estádio de futebol para entoar cânticos agressivos insinuando que vai atacar, matar, agredir a polícia e a torcida adversária. Estádio não é para esse tipo de conduta.
A torcida organizada que incitar a violência, provocar tumulto e invadir locais restritos a competidores, árbitros e dirigentes pode ficar impedida de ir aos jogos pelo prazo de até três anos. As torcidas terão que cadastrar os associados ou membros e repassar os cadastros aos clubes. Outra medida adotada será punir quem facilitar aos cambistas a aquisição dos ingressos nas bilheterias Nem os árbitros desonestos escaparão das malhas da lei. Aquele que solicitar ou aceitar vantagem ou promessa de vantagem para manipular resultados de jogos será multado ou pegará uma reclusão de dois a seis anos.
Pela lei, os estádios com capacidade a partir de 10 mil lugares deverão instalar câmeras para monitorar o público e as catracas de acesso aos estádios. A própria lei determina que os estádios tenham o monitoramento por imagem e isso permite controlar o comportamento do torcedor de qualquer ponto do estádio. Existe recurso para identificar o rosto da pessoa que estimula determinada prática. Ainda que, paralelamente à previsão de penas para o torcedor, é preciso vencer o desafio de capacitar a polícia para atuar nos estádios.
A polícia tem que passar a utilizar nos estádios armas não letais, ter policiais mais preparados para lidar com a multidão. Não é que vá ser batalhão só para estádios, mas batalhões com pessoas treinadas para lidar com a multidão. Esperamos que enfim os estádios brasileiros deixem de ser campos de batalha e voltem a ser um local de paz e confraternização. Não praças de guerra, mas praças de esporte.

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