Uruguai campeão: A Celeste volta a brilhar

O Uruguai recuperou definitivamente o seu posto entre as potências do futebol mundial. Neste domingo, no Estádio Monumental de Nuñez, a seleção celeste fez o que o Brasil não conseguiu: venceu facilmente a retranca armada pelo Paraguai, por 3 a 0 (com um gol de Luis Suárez e dois de Diego Forlán), e sagrou-se campeã da Copa América.Com a conquista, o Uruguai se ratifica como o país mais bem-sucedido na Copa América, com 15 títulos – o último troféu havia sido levantado em 1995. A Argentina tem 14, e o Brasil, oito. Já o Paraguai ficou com a segunda colocação em solo argentino com uma campanha curiosa: não venceu um jogo sequer, eliminando brasileiros e venezuelanos nos pênaltis.
A ressurreição do futebol uruguaio começou antes mesmo da Copa América. A seleção sul-americana foi a quarta colocada na Copa do Mundo do ano passado e teve o melhor jogador do torneio, Diego Forlán. Em 2011, comemorou o vice-campeonato do Mundial Sub-17 e a presença do Peñarol na final da Copa Libertadores da América, perdida para o Santos.

Prêmios
Os uruguaios ainda dominaram a premiação que se seguiu à grande final, com o troféu Fair Play, o de melhor jogador jovem – Sebastián Coates – e o de melhor do torneio, para Luis Suárez. O peruano Guerrero foi o artilheiro da competição, com cinco gols, e o paraguaio Justo Villar foi eleito melhor goleiro.

O jogo
Em pouco tempo de um jogo batalhado, um brasileiro passou a se destacar na final da Copa América. O árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho precisou distribuir broncas e cartões às seleções para tentar acalmar o confronto.Apesar da truculência, o Uruguai estava mais preocupado em jogar futebol. Ao contrário do adversário, que seguia o exemplo das rodadas anteriores e priorizava a marcação, o time dirigido por Oscar Tabárez pressionou desde os primeiros minutos de partida. Foi premiado com o gol aos 11, quando Suárez recebeu lançamento na área, limpou a marcação e bateu cruzado. A bola tocou na trave e entrou.

O Paraguai foi obrigado a se soltar um pouco mais após ficar em desvantagem no marcador. Sem organização tática para responder às investidas uruguaias, contudo, a seleção que eliminou o Brasil acabava facilmente contida pela violência celeste e ainda pecava pela falta de criatividade. O goleiro Muslera quase não trabalhava.O Uruguai não abriu mão dos contra-ataques em meio à mudança de postura paraguaia. Dessa forma, voltou a incomodar Villar, até ampliar o placar aos 41 minutos. Arévalo desarmou o desatento Ortigoza e fez assistência para Diego Forlán, que chutou firme para as redes, de perna esquerda. O melhor jogador da última Copa do Mundo não fazia um gol por sua seleção desde aquele torneio.No segundo tempo, o Paraguai teve que abrir mão definitivamente da estratégia defensiva. A final ficou mais equilibrada. Aos nove minutos, por exemplo, Valdez emendou de primeira após um lançamento de Ortigoza e não descontou por pouco. Muslera esticou os dedos para desviar a bola, que acertou o travessão.Reforçado com Hernán Perez, Estigarribia e o argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios, que substituíram Piris, Vera e Zeballos, o Paraguai se lançou ainda mais ao ataque no decorrer do segundo tempo. Gerardo Martino não se importava mais em expor a sua seleção aos contragolpes.Consistente na defesa, o Uruguai soube administrar o resultado construído na etapa inicial. Oscar Tabárez deu novo fôlego à marcação celeste com Eguren no lugar de Diego Pérez e ainda apostou em Cavani, na vaga de Álvaro Pereira, para definir a partida à base de velocidade. Deu resultado. Aos 44 minutos, em velocidade, Forlán arrancou e, novamente de canhota, concluiu na saída de Villar para fechar o marcador: 3 a 0 para os melhores da América.

Fonte: FIFA.com

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