Tupi de Juiz de Fora é campeão da Série D



O Tupi não se intimidou com o fato de atuar em um Arruda com mais de 50 mil torcedores do Santa Cruz, e sagrou-se campeão brasileiro da Série D ao bater o time pernambucano, com gols de Alan e Henrique, neste domingo, por 2 a 0, no segundo jogo da decisão do campeonato nacional.
Já na primeira partida, realizada em Juiz de Fora (MG), o Tupi havia adquirido uma vantagem, pois vencera o Santa Cruz por 1 a 0, com gol de Ademílson. Com isso, o time mineiro teria a vantagem do empate neste domingo, e suportou a pressão dos donos da casa por quase toda a partida.
Atuando com o grande apoio de sua torcida, que lotou o Arruda mais uma vez, o campeão pernambucano buscou criar oportunidades, mas não conseguiu vazar a meta do goleiro Rodrigo, especialmente pelos erros de seus atacantes nas finalizações. Desta forma, em dois rápidos contra-ataques, o Tupi fez o que precisava e conquistou um título inédito em sua história.

O Santa Cruz esbarrou nas próprias limitações. A derrota por 2 a 0 para o Tupi, na tarde deste domingo, escancarou as deficiência deste vitorioso elenco tricolor. Faltou competência na hora de finalizar. As várias chances desperdiçadas, principalmente no primeiro tempo, custaram o primeiro título nacional da história do clube. Nas duas que teve, o Tupi frustrou os mais de 54 mil tricolores que compareceram ao Arruda.  Alan, aos 34 minutos e Henrique, aos 36, marcaram os gols da vitória.

Aos jogadores do Santa Cruz restou ouvir o grito de “guerreiros” entoado pela torcida no fim.  O recado foi claro: apesar do vice-campeonato da Série D, o que valeu mesmo foi o acesso à Série C. A necessidade da vitória influenciou diretamente nas escolhas de Zé Teodoro. Sem Jeovânio, suspenso, o técnico tricolor abriu mão de outro volante de origem no meio-campo. Para tornar o time ofensivo, em vez de três atacantes, dois meias a mais. Renatinho e Bismarck ao lado de Wesley, mais recuado. Único volante de fato, Memo completou o quadrado.

Desde o início, a aposta de Zé Teodoro se mostrou acertada. Não demorou as chances começarem a aparecer. Aos 4 minutos, Thiago Cunha desperdiçou a primeira das várias oportunidades criadas pelo Santa Cruz no primeiro tempo. Após boa triangulação entre Renatinho, Dutra e Fernando Gaúcho, o chute cruzado passou rente à trave.O mesmo Thiago teve pelo menos mais três chances de perigo. Numa delas, chegou a confundir parte da torcida com um chute na rede pelo lado de fora. Aos 9 minutos, alguns gritos de gol frustrados ecoaram no Arruda. Mesmo pressionado, o Tupi em nenhum momento abriu mão da sua proposta inicial. Postado atrás da linha da bola, o time mineiro tentava surprender nos contra-ataques. Os chutes de longa distância não chegaram a incomodar Tiago Cardoso, que trabalhou pouco na primeira etapa. O desespero de Zé Teodoro a cada chance desperdiçada foi o retrato da angústia coral no intervalo.

 A entrada de Ludemar na vaga de Fernando Gaúcho foi a novidade do Santa para o segundo tempo. Cinco minutos depois de pisar no gramado, o atacante viu a bola sobrar limpa dentro da área após jogada individual de Renatinho, mas o tranco do zagueiro impediu o arremate final. Com o Tupi ainda mais recuado na segunda etapa, Zé Teodoro sentiu a necessidade de mexer na equipe. O meia Washington e o atacante Kiros foram acionados. saíram Bismarck e Dutra. De nada adiantou. Aos 34 minutos, Alan recebeu cruzamento de Henrique e, livre na área, estufou as redes de Tiago Cardoso. O primeiro gol do Tupi obrigava o Santa a marcar três nos pouco de 10 minutos restantes. Projeção que mostrou-se impossível. Aos 36, Henrique decretou a vitória mineira. O chute rasteiro passou por baixo de Tiago Cardoso. E apressou a saída da massa coral do Mundão.  

FICHA TÈCNICA

SANTA CRUZ(PE)  0 x 2 TUPI(MG)

Santa Cruz – Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Kiros); Memo, Wesley, Renatinho e Bismarck (Washington); Thiago Cunha e Fernando Gaúcho (Ludemar). Técnico: Zé Teodoro.

Tupi – Rodrigo; Marquinhos (Adalberto), Weslley Ladeira, Sílvio e Augusto; Assis, Marcel, Luciano Ratinho e Michel (Henrique); Alan e Ademílson. Técnico: Ricardo Drubscky

Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Assistentes: Griselido de Souza (PB) e Eduardo Lincoln (RN)
Gols: Alan (aos 34 do 2 T) e Henrique (aos 36 do 2 T)
Cartão amarelo: Vitinho, Henrique
Cartão Vemelho:
Público: 54.815
Renda: R$ 754.760,

HINO DO TUPI FOOT-BALL CLUB

Vão desfilar as emoções,
Vão repetir-se as tradições,
É o Tupi, é o galo, o índio, é o coração
Batendo, batendo forte
Em compassada vibração.
Tupi, Tupi é união!
Dos campeões, o campeão!
É força viva,
É muito mais que uma paixão.
É a jogada,
É o silêncio de um instante.
É a repentina explosão dos carijós.
Ao tremular do alvinegro pavilhão,
Vibra a torcida,
Ganha o time inspiração.
Surge na luta a chama viva da esperança,
E o galo forte carijó não tem rivais…
Grandes vitórias sempre alcança,
E vive a glória dos imortais

Fontes: pe.superesportes -ig – tupi foot-ball club

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