Neymar comanda vitória e classificação do Brasil para semifinais

Atacante revelado pelo Santos fez mais um golaço e a grande jogada para o segundo assinalado por Jô, levantou a empolgada torcida do Castelão e definiu o triunfo por 2 a 0 da Seleção sobre o México. Vom o resultado o Brasil classificou-se para as semifinais da competição beneficiado pela vitória da Itália, que jogou mais tarde no Recife e de virada derrotou o Japão por 4 x 3, resultado que também garantiu uma vaga para a Squadra Azzura. O próximo compromisso da Seleção Brasileira será no sábado, contra a Itália, em Salvador, na Fonte Nova. A partida está marcada para as 16 horas. O Brasil joga pelo empate para terminar como primeiro colocado do Grupo A e evitar um possível confronto na próxima etapa cpntra a Espanha.

Vestir a camisa 10 da Seleção Brasileira não é para qualquer um, mesmo. Mas Neymar deixou claro, mais uma vez, nesta quarta-feira, que seu talento está longe de ser banal, liderando a Seleção Brasileira a uma vitória por 2 a 0 sobre o México. A segunda vitória pela Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, em Fortaleza, na belíssima Arena Castelão.

O atacante marcou mais um golaço, deu muito trabalho para os laterais mexicanos pelas pontas e foi uma constante ameaça ao goleiro José Corona, com facilidade impressionante para finalizar e controlar a bola com os dois pés. Não à toa que, bastava ele pegar na bola, que a torcida da capital cearense entrava em polvorosa.

Seu gol saiu aos 9 minutos, mais uma vez dando tranquilidade para a equipe anfitriã com pouco tempo de jogo. O lance começou a partir de um cruzamento de Dani Alves pela direita. O lateral buscava Fred no centro da área, e o capitão mexicano Francisco Rodríguez cortou de cabeça. A bola sobrou na pinta paraNeymar pegar de primeira, de canhota, sem deixá-la cair para superar Corona.

Depois, já nos acréscimos, ele fez uma grande jogada pela esquerda. Próximo à linha de fundo, ele encarou dois defensores mexicanos – Rodríguez e Hiram Mier –, passou pelos dois com categoria impressionante e rolou nos pés de Jô, que bateu firme para ampliar.

Mas não era apenas Neymar a empolgar os brasileiros no estádio. Na verdade, o público já foi um espetáculo à parte, com uma empolgação contagiante, a começar pelo fervor na hora de cantar seu hino nacional. Empurrada por essa energia, a Seleção começou com tudo, de modo que o gol parecia realmente questão de tempo.

Cafu: capitão do pentacampeonato em 2012
Era difícil, porém, manter o ritmo, ainda mais pelo calor típico da capital cearense. O Brasil passou a se posicionar mais recupado, esperando os mexicanos, que controlaram a bola nos 15 minutos finais, rondando a área brasileira, mas sem propriamente ameaçar Julio Cesar.

No segundo tempo, o time visitante também manteve mais posse de bola, mas não conseguia criar situações de perigo, numa prova de efetiva combatividade do meio-campo e da defesa de Luiz Felipe Scolari, que vai ganhando em solidez. Um bom trabalho coletivo que permitiu que, lá na frente, Neymarpudesse fazer a diferença.

Seguro, o Brasil desta forma chegou a dez jogos de invencibilidade e a nove vitórias consecutivas pela Copa das Confederações da FIFA, estabelecendo dois recordes. Este foi o quarto confronto entre os dois países pelo torneio. Agora são duas vitórias para cada lado.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 0 MÉXICO

Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 19 de junho de 2013, quarta-feira
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darrenn Cann (ambos da Inglaterra)
Cartões amarelos:Thiago Silva, Daniel Alves (Brasil); Guardado, Herrera e Rodríguez (México)

Gols: BRASIL: Neymar, aos oito minutos do primeiro tempo, e Jô, aos 47 minutos do segundo tempo

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk (Lucas), Fred (Jô) e Neymar
Técnico:Luiz Felipe Scolari

MÉXICO: Corona; Mier, Torres (Barrera), Rodríguez, Salcido; Flores (Herrera), Moreno, Torrado (Jimenez), Guardado; Giovani dos Santos e Chicharito Hernández
Técnico: José Manuel de la Torre


É BOLA NA REDE!

Neymar, Neymar, Neymar! Todo craque faz a sua hora


Contaram os jogos que ele ficou sem marcar gol: 10. Mas quem é craque de verdade sabe fazer a sua hora chegar. Neymar já tinha deixado a sua marca no jogo de estreia contra o Japão – abriu o caminho para a vitória de 3 a 0 e foi um destaques em campo.  Mas o melhor, o show de talento e habilidade, estava reservado para a tarde desta quarta-feira em Fortaleza, no caldeirão em que o Castelão se transformou com o canto dos torcedores. Neymar deve ter pensado que não haveria forma melhor de retribuir o carinho da torcida com a camisa canarinho do que fazendo uma grande exibição. E ele resolveu exagerar.

O primeiro gol foi resultado de uma obra bem trabalhada pelos seus companheiros. Em um espaço mínimo de campo, Paulinho, Hulk e Daniel Alves saíram do cerco de um monte de mexicanos – Daniel então cruzou a bola que iria certinha para Fred, mas o zagueiro cortou.
Azar do mexicano. Sua cabeçada caiu à feição da perna esquerda de Neymar e do chute certeiro, de primeira, no canto, mortal. Golaço, digno de camisa 10.

A Seleção e Neymar continuaram envolventes. Logo depois, Fred lancou à la Gérson Canhotinha de Ouro e encontrou Neymar e sua matada perfeita – a bola encaixou no peito e o chute saiu na caída, mas passou rente à trave – seria outro golaço.
O time e Neymar diminuíram um pouco o ritmo no segundo tempo, mas havia ainda repertório de jogadas para exibir. No segundo tempo, em uma arrancada em que deixou para trás três mexicanos, ele chutou rente à trave novamente.


Houve ainda uma tabelinha com Marcelo e um cruzamento perigoso. Outra tabelinha, linda, com Hulk, que quase marcou. Os jogadores mexicanos bem que tentaram anulá-lo. Às vezes na bola, na maioria das vezes não, porque recorriam às faltas. Impossível pará-lo. Depois de se livrar de um carrinho, recebeu a cobrança de lateral de Marcelo e aplicou um lençol que deixou o adversário sem ação – como que lhe dando uma lição.

Como se não bastasse, Neymar ainda participou coletivamente com empenho. O time perdia a bola, ele voltava para ajudar na marcação – ele só não, faça-se justiça, o time inteiro. Só Fred ficava à frente.
Mas faltava algo maior. O fecho de ouro para um craque genuinamente brasileiro. O drible desconcertante em meio a dois mexicanos e o toque sutil, para Jô – toma, faz. Jô fez e a torcida saiu cantando orgulhosa do Castelão. 
Neymar honrou a camisa 10 que veste.


Fontes: FIFA.com – Assessoria CBF

Fotos: Getty Images – Rafael Ribeiro/CBF

Edição: Ramon Paixão -editor chefe do Jornal Escanteio

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