Atlético(MG) é campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez(Pôster)

Era para ser. O Atlético é o campeão da América pela primeira vez em sua história. Após vencer o Olimpia na tempo normal por 2 a 0, mandar para a prorrogação, precisou da penalidades para o sonho se tornar realidade. O placar de 4 a 3 colocou o Mineirão em delirio e levou a conquista da Copa Libertadores. Agora, é sair para comemorar. O Galo é o novo dono do continente.

O Galo vai cantar “campeão” madrugada adentro. Na virada desta quarta para quinta-feira, o Atlético-MG derrotou o Olimpia por 2 a 0 no tempo regulamentar (gols de Jô e Leonardo Silva) e não aproveitou o fato de jogar com um a mais na prorrogação, mas levou a melhor na disputa dos pênaltis e conquistou no Mineirão o título de melhor da América pela primeira vez.

.O time treinado por Cuca teve muito mais espaço nos 30 minutos extra e não foi capaz de balançar a rede olimpista pela terceira vez. Contudo, nos pênaltis o goleiro Victor mais uma vez brilhou. Ele defendeu a primeira cobrança adversária, mal efetuada por Miranda, e abriu o caminho para o triunfo decisivo. Depois de Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva converterem a favor dos donos da casa, Aranda chutou a bola no travessão e decretou o resultado final
O Olimpia até jogou inteligentemente, a princípio, após ter vencido o jogo de ida por 2 a 0, em Assunção. Entretanto, depois de não se arriscar na etapa inicial desta quarta-feira, falhou com menos de um minuto do segundo tempo e deixou Jô abrir o placar. Mais tarde, perdeu Manzur expulso. E, com um a menos, um cabeceio lento de Leonardo Silva teve a rede como endereço final, forçando a prorrogação. Estava desenhado o cenário negativo para o Rey de Copas.


Para o Galo, o começo do enredo é que era desfavorável. Além da desvantagem, Cuca não tinha Marcos Rocha nem Richarlyson – o treinador escalou Júnior César e Michel respectivamente pelos lados esquerdo e direito. Em compensação, uma das grandes apostas da equipe brasileira, Bernard, estava de volta. Alvo de equipes do exterior, o meia-atacante jogaria para mais de 60 mil atleticanos e alguns olheiros do futebol europeu.
Logo no primeiro minuto, porém, ele e Jô desperdiçaram grande chance de abrir o placar, não conseguindo desviar ótimo chute rasteiro de Diego Tardelli pela ponta direita. Foi assim, à base de cruzamentos por baixo e pelo alto – ou em arremates de fora da área -, que o Atlético tentou vazar a meta do goleiro Martin Silva ao longo da primeira etapa

Outras oportunidades criadas pelo lado direito, com Michel, não foram aproveitadas por Réver e Tardelli. O zagueiro desviou rente à trave direita de Silva, enquanto o atacante, bem colocado na primeira trave, furou o cabeceio. O goleiro uruguaio só efetivamente trabalhou em arremate à distância de Ronaldinho, aos nove minutos. Trabalhou mal, por sinal, deixando a bola na área.
Ronaldinho também não fez muito mais do que isso antes do intervalo. O camisa 10, que entrou em campo ensandecido, não traduziu a agitação inicial em uma boa atuação. Nem mesmo a bola parada, grande arma sua, resultou em chances de gol a favor do Atlético. O meia abusou de tentativas de ligação direta para Jô, todas sem o efeito pretendido.


Muito bem postado, com três homens fixos e dois laterais também preocupados defensivamente, o Olimpia teve menor posse de bola, mas ofereceu mais perigo. Victor fez ao menos duas boas defesas, em chutes rasteiros de Freddy Bareiro e Alejandro Silva, ambos originados em desatenção da retaguarda atleticana, facilmente envolvida.
Precisando de dois gols, no mínimo, Cuca sacou Pierre no intervalo e lançou o Atlético ainda mais à frente, com Rosinei. Em seu primeiro lance, com menos de um minuto da segunda etapa, o meia-atacante cruzou da ponta direita e viu a defesa olimpista falhar. Mesmo caído no chão, Jô enfiou o pé direito na bola e fez o primeiro gol da partida.

E não seria o único. Apesar de os gritos de “eu acredito” (ouvidos em Belo Horizonte todos os dias da semana) terem esfriado no decorrer da etapa, o segundo gol atleticano foi amadurecendo aos poucos. Aos 41, dois minutos depois de Manzur ser expulso e deixar o Olimpia com um a menos, o zagueiro Leonardo Silva, que já havia acertado o travessão, cabeceou para a rede.

Na prorrogação, o Atlético acertou a trave novamente e ainda perdeu um grande oportunidade com Alecsandro. O jogo então foi para os pênaltis, meio pelo qual a equipe mineira havia chegado à decisão na semifinal contra o Newell’s Old Boys – e também na fase anterior, em cobrança defendida por Victor no último minuto do duelo frente ao Tijuana.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG (4) 2 X 0 (3) OLIMPIA

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de julho de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Arbitro: Wimar Roldan (COL)
Assistentes: Humberto Clavijo e Eduardo Ruiz (ambos da Colômbia)
Público: 56.557 pagantes
Renda: R$ 14.176.146,00
Cartões Amarelos: Bernard, Luan (Atlético-MG), Salgueiro, Martín Silva, Ferreyra, Giménez e Benítez (Olimpia)
Cartão Vermelho: Manzur
Gols:
ATLÉTICO-MG: Jô, a 1, e Leonardo Silva, aos 40 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Michel (Alecsandro), Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre (Rosinei), Josué, Tardelli e Ronaldinho; Bernard e Jô
Técnico: Cuca

OLIMPIA: Martín Silva; Manzur, Miranda e Candia; Alejandro Silva (Giménez), Mazacotte, Aranda, Pittoni e Benítez; Salgueiro (Baez) e Bareiro (Ferreyra)
Técnico: Ever Hugo Almeida



Brasil conquista quatro Libertadores seguidas pela primeira vez

O primeiro título de Copa Libertadores da América do Atlético-MG, conquistado em emocionante disputa de pênaltis contra o Olimpia em um Mineirão lotado, garantiu um feito histórico para o futebol brasileiro na competição. Foi a quarta conquista consecutiva de um clube do País, algo inédito até então.
O predomínio atual do Brasil na Libertadores começou em 2010, com o Internacional. Nos dois anos seguintes, dois times alvinegros de São Paulo – Santos e Corinthians – gravaram os seus escudos no troféu continental.
Antes da sequência vitoriosa de Inter, Santos, Corinthians e Atlético-MG, o máximo que o futebol brasileiro havia celebrado tinha sido um tricampeonato, com Cruzeiro (1997), Vasco (1998) e Palmeiras (1999).
A Argentina já havia obtido quatro títulos seguidos de Libertadores. Maior campeão do torneio, com sete taças, o Independiente garantiu a glória ao seu país com os triunfos em 1972, 1973, 1974 e 1975.
O título do Atlético-MG ainda serviu para o Brasil diminuir a desvantagem que tem para os argentinos no total de títulos de Libertadores. Agora, o placar está 22 a 17 a favor da nação vizinha.
Na última vez em que um time brasileiro não levou a Libertadores, a derrota havia ocorrido justamente no Mineirão, local da final de 2013. O Cruzeiro caiu diante do Estudiantes, da Argentina, na ocasião, em 2009.


Fontes; FIFA.com – Revista Placar

Ediçao; Ramon Paixão
editor chefe do Jornal Escanteio

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