Messi: “Pode ser o ano da Argentina”

Lionel Messi está de volta. Depois de enfrentar um período difícil, no qual sofreu lesões que o tiraram dos gramados no final de 2013, o capitão da Argentina voltou a mostrar que o seu talento permanece intacto.
Neymar e Messi entram no gramado do Camp Nou com os filhos, Davi Lucca e Thiago
Neymar e Messi entram no gramado do Camp Nou com os filhos, Davi Lucca e Thiago – David Ramos/Getty Images

Argentino Lionel Messi se machucou no primeiro jogo da final, na semana passada

Uma das provas disso foi dada no dia 16 de janeiro, quando ele marcou um golaço contra o Getafe — uma vítima habitual do craque — e mostrou ao planeta bola que começou o ano da Copa do Mundo da FIFA com todos os problemas físicos deixados para trás.

Messi comemoração jogo Barcelona contra Getafe (Foto: AFP)
Atacante recebe os cumprimentos dos companheiros após fazer o segundo gol (Foto: AFP)

Três dias antes de encantar a todos com o gol, o ídolo esteve em Zurique para a entrega da Bola de Ouro FIFA. Em conversa exclusiva com o FIFA.com, ele contou sobre o nervosismo de assistir ao Barcelona pela televisão, a recuperação em Rosário, o momento da seleção Argentina antes do Mundial e um desejo que não sai da sua mente: “Que este seja o ano de todo o grupo, não só do Messi”.

FIFA.com: Leo, o ano passado foi peculiar para você. Por um lado, houve o título do Campeonato Espanhol e a classificação para o Brasil 2014. Por outro, ocorreu a lesão que o deixou longe dos gramados por várias semanas. Concorda?
Lionel Messi: Sim, é verdade que foi um ano bem peculiar. Não cheguei fisicamente bem ao fim do Campeonato Espanhol e à semifinal da Liga dos Campeões. Também perdi o começo de 2014. Mas posso dizer que a lesão foi a única coisa ruim do ano.

Os técnicos que trabalharam com você concordam em duas coisas: o seu talento e que odeia não poder jogar. Como lidou com tantas semanas sem atuar?
Foi difícil. Para falar a verdade, muito difícil. Mas o fato de ter ido para a Argentina e ficado um pouco longe do vestiário, de toda aquela confusão, por assim dizer (sorriso), me fez muito bem. Apesar da parte ruim, fisicamente foi muito bom para mim ficar parado esses dois meses. Estou tentando ver o lado positivo de tudo isso.

Mais uma vez você voltou a Rosário na primeira oportunidade. Do que você sente mais saudade da sua cidade?
De tudo! Dos meus amigos, da família. Estar ali, só o fato de estar na minha casa e desfrutá-la depois de tanto tempo já me faz bem.

Pode caminhar tranquilo na rua?
Sim, mais ou menos como em Barcelona (sorriso). Não, não. Tenho que ir de casa em casa, para as casas de amigos e parentes. Na rua não dá para andar.

Como foi assistir ao Barcelona pela televisão? Ficou mais nervoso do que de costume?
Sim, claro. Muito mais do que quando estou em campo. O fato de estar fora e não poder ajudar lá dentro faz com que tudo seja pior.

Você sentiu a ansiedade do povo por ser ano de Copa do Mundo?
Não. A verdade é que fiquei muito tranquilo trabalhando no prédio (da Federação Argentina de Futebol). Depois, fui para a minha casa (em Rosário) e trabalhei da mesma forma, muito bem no geral. Na parte física, chego bem para esses seis meses. A cabeça também está boa. Acredito que foi muito bom, mas não tive muito contato com as pessoas. Eu estava priorizando a recuperação. Até dormi no prédio. Era como se estivesse concentrado. Eu pensava nisso e em nada mais.

E para o Lionel Messi? Claro que cada ano de Mundial deve ser mais do que especial…
Sim, óbvio. Ainda faltam alguns meses e parece que está um pouco distante, mas quando você se dá conta já está aí. Porém, há muitas coisas importantes antes: a Liga dos Campeões, voltar a conquistar o Campeonato Espanhol, a Copa do Rei. Vamos de pouco em pouco. Mas sim, claro que todos já estamos pensando no Mundial.

Muitas pessoas acreditam que, pelo atual momento, idade e a experiência dos jogadores, este é o ano da Argentina. Você concorda? Vocês do grupo conversam sobre isso?
Sim, sim… é verdade. Chegaremos em um bom momento. Fizemos uma grande eliminatória depois da partida que ganhamos na Colômbia, quando não estávamos muito bem. Foi uma mudança importante e muito positiva para nós. O elenco é bom e nos damos muito bem. Pode ser o nosso ano. No Mundial pode acontecer qualquer coisa, é muito difícil. Mas creio que chegamos bem.

Vamos falar do Brasil, um adversário contra o qual você se deu muito bem ao longo da sua carreira. Você já venceu esse rival e marcou gols em várias ocasiões. Há algum jogo especial?
Sim, claro. Lembro-me muito da partida pelo Mundial Sub-20 (em 2005). Ganhamos a semifinal por 2 a 1. Tenho ótimas lembranças pelo que significava aquela partida, porque marquei um gol e fomos à final. E também porque foi uma das minhas primeiras alegrias no futebol. É uma lembrança muito linda.

O que tem de especial essa partida do Mundial em comparação aos outros torneios? O que faz desse um jogo único?
As partidas de Mundiais são totalmente diferentes. Primeiro o ambiente, como se vive a expectativa. É muito diferente de tudo. A Liga dos Campeões é linda, mas Copa do Mundo é especial.

Qual análise que você faz do Grupo F, que tem Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria?
Fala-se muito que será fácil, que a Argentina tem a obrigação de se classificar com tranquilidade. Mas é um Mundial, e não há seleção fácil. Se eles estão ali, existe um motivo. Não há jogo fácil em Copa do Mundo.

Para finalizar, gostaríamos que você completasse esta frase: ‘Em 2014, Lionel Messi será…’
Não sei (risos). Tomara que seja um grande ano para o Barcelona e a Argentina, não é? Mas não do Messi, e sim do grupo todo.
Veja vídeo:


fonte:FifaYoutube

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