Corte de Maicon põe pimenta no retorno de Dunga

 

Maicon em ação pela seleção brasileira (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Maicon em ação pela seleção brasileira(foto:RafaelRibero/CBF)

Por:Luiz Augusto Lima
Quem acompanha o noticiário da seleção brasileira ficou surpreso com o anúncio do corte de Maicon. O experiente lateral-direito foi desligado da seleção brasileira no domingo, em Miami, por motivos desconhecidos.
Sabemos apenas que foi um ato de indisciplina, supostamente cometido durante a folga do elenco, no sábado.

Aqui, de longe, é difícil (e desaconselhável) tecer hipóteses sobre o corte. Mas vale tentar destrinchar o que se passa na cabeça de Dunga, obrigado a tomar uma decisão tão forte logo após o primeiro jogo desde seu retorno ao comando da seleção.

Maicon é um jogador identificado com o atual técnico da seleção. Foi titular absoluto da lateral direita na primeira passagem de Dunga, e teve postura de líder na Copa de 2010.
Após quatro anos entre trancos e barrancos, conseguiu sobreviver à decadência total e garantir participação no Mundial de 2014, sob o comando de Felipão.

Com a volta de Dunga, Maicon ganhou ainda mais oxigênio e passou a ostentar o carimbo de “homem de confiança” (desculpem por não evitar este surrado jargão).
O que, então, levou ao corte, que parece definitivo?

Seja qual for a resposta, fica claro que Dunga passou um recado bem claro. Não vai tolerar pisadas de bola, nem entre seus jogadores mais tarimbados. Ao mesmo tempo, criou um perigoso precedente. Para não perder o respeito do grupo, terá de tomar a mesma medida caso seus jogadores mais badalados cometam deslizes semelhantes.

Se Dunga pegou pesado demais ou se Maicon mereceu de fato o corte, o fato é que esta nova seleção já tem uma história apimentada logo na primeira convocação. Aguardemos os próximos capítulos, que podem ser apetitosos.
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