Portal globoesporte.com detona organização local do Brasileiro feminino

Por BENÊLIMA
Há um ‘caolhismo’ canhestro em parte da imprensa cearense, rendendo-se à crítica fácil como forma de autoafirmação
Novo uniforme nº 1 do Caucaia
Enquanto passamos para as pessoas as melhores imagens do futebol feminino, alguns profissionais de imprensa preferem delirar com pequenos senões de uma categoria que no fundo é amadora e não profissional, embora nem os regulamentos que inter cooperam e são complementares, como são os casos do Regulamento Geral das Competições (RGC) e do Regulamento Específico da Competição (REC), em suas versões válidas para o ano em curso,  admitam que o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino é mais uma competição que possui essa espécie de hibridismo entre o amadorismo e o profissionalismo. Contudo, não vemos nenhum demérito nisto.
O olhar que lançamos sobre os eventos, coisas e pessoas tem muito a ver com nossa educação familiar, com nosso treinamento e conhecimento escolar, com nossa capacidade cognitiva,  com nossa cultura, com nossa formação de caráter e com a singularidade e firmeza  da nossa personalidade. Reconhecermos a dualidade dessas coisas e dela abstrairmos a visão meramente maniqueísta constitui um bem inestimável prestado por quem faz comunicação a quem dela se serve através dos seus veículos.
O repórter Roberto Leite, do globoesporte.com, achou por bem detonar a organização da partida entre as equipes do Caucaia e do Náutico pernambucano, relatando alguns fatos  que, por sua ótica, mereceram maior destaque que tudo o mais que aconteceu nas dependências do CT Uniclinic, na Lagoa Redonda. Aliás, parece não ter visto ou simplesmente não se interessou por tudo que foi feito naquele empreendimento para recuperá-lo. E foi só por isso que tivemos a referida partida autorizada para o local pela CBF, com a recomendação da FCF. A ideia partiu da direção do Caucaia Esporte Clube, mandante do jogo e em conformidade com o Art. 7º do RGC, é a quem compete providenciar todas as medidas locais de ordem técnicas e administrativas necessárias e indispensáveis à logística e à segurança das partidas, entre outras providências.
Como Coordenador do Futebol Feminino da FCF, também na condição de assistente da Ouvidoria do Torcedor Cearense (FCF), como Presidente da Liga Cearense de Futebol Feminino (LCFF), e também na condição de cronista esportivo em plena atividade, prefiro render homenagens a tudo que vi e assisti, sobretudo porque conhecemos a realidade das competições não profissionais, entre as quais a modalidade feminina se insere.
Não tenho dúvidas de que as imagens e vídeos por nós realizados se sobrepõem a quaisquer tentativas de solapamento do que tem sido feito para não só manter a modalidade em atividade, bem como para fomentar seu desenvolvimento.
CdoBr - Caucaia 0 x 0 Náutico 094
Na verdade, senti-me aliviado em ver o bom estado do local do confronto entre as cearenses e pernambucanas, a presença sem atropelos dos componentes da Polícia Militar, a presença dos gandulas devidamente uniformizados e treinados, maca no padrão Fifa, quarteto de arbitragem com reconhecida competência, e todas as providências de praxe tomadas pelos promotores e pelo mandante do evento, o Caucaia Esporte Clube. A propósito, com a vênia da direção do clube mandante, até o que não consta do RGC foi providenciado para que tudo corresse de acordo com as exigências regulamentares. Refiro-me a gorjeta paga a funcionário do empreendimento para que nada faltasse.
Ressalte-se que o árbitro central teve o bom senso de chamar para a si a responsabilidade de introduzir duas paradas técnicas para descanso e hidratação das atletas, uma em cada tempo, situação que não deve de modo algum merecer crítica. Primeiro pela autonomia de que o árbitro dispõe em casos como o observado. Outra porque o árbitro cedeu a uma necessidade pontual observada por ele próprio.
Destaque-se ainda que o local do jogo registra temperaturas menos elevadas que no PV, local anteriormente marcado para o confronto, e ali há uma brisa constante que atenua os efeitos das altas temperaturas. Portanto, tal mudança não resultou em prejuízo algum para as atletas, muito ao contrário. Ademais, por volta das 16 horas já se verifica sombra em quase metade do campo. A partir das 17 horas, já quase todo o campo encontra-se a sombra, o que melhora ainda mais as condições térmicas.
CdoBr - Caucaia 0 x 0 Náutico 120
Em se tratando de futebol feminino e não profissional, poucas vezes vimos tamanha organização e providências. O que talvez surpreenda a algumas pessoas é o desconhecimento do funcionamento dessas situações, além da propensão que mantém de raciocinarem por analogia. Desse ponto de vista, eles devem aprender que o alto rendimento profissional do outro gênero (o masculino) é uma coisa; os não profissionais é outra coisa. Portanto, conhecer uma e outra realidade convém a qualquer bom profissional.
As imagens por nós produzidas encontram à disposição através do link a seguir:
Bene
Administrador autodidata e microempresário; repórter fotográfico com trabalhos realizados para conceituados veículos de comunicação como Folha de São Paulo e Estadão (SP); participante do processo de reformulação da disciplina fotografia do Curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero em São Paulo; ex-coordenador da área de fotografia da Secult/São Paulo; com formação em filosofia mística pela Ordem Rosacruz; iniciado na área técnica e administrativa da gestão esportiva – em nível de pesquisa extracurricular -, entre outros, são alguns dos elementos constitutivos dos nossos ‘ensaios não publicados’.

Deixe uma resposta