Dupla leva tênis ao topo das esperanças por medalha:Rio 2016

Por Otávio MaiaAssim que o Rio de Janeiro foi confirmado como sede dos Jogos Olímpicos, há cinco anos, começaram a surgir análises de quem seriam as principais chances de medalha do Brasil no evento.

Melo e Soares comemoram ponto em vitória sobre a Espanha pela Copa Davis (Foto: Cristiano Andujar/ CBT)
Melo e Soares comemoram ponto em vitória sobre a Espanha pela Copa Davis(Foto: Cristiano Andujar/ CBT)

Os favoritos eram os de sempre: vela, judô, vôlei, natação e afins. A pouco mais de 20 meses da abertura do Rio 2016, no entanto, um esporte do qual poucos esperavam um bom resultado surge como uma das principais esperanças: o tênis.

Se é verdade que nas simples só o imponderável pode levar o Brasil ao pódio, nas duplas é a lógica que pode conduzir Bruno Soares e Marcelo Melo a uma medalha.

Porque os mineiros evoluíram temporada após temporada e se firmaram como dois dos melhores jogadores do planeta na modalidade.

Bruno é atualmente o número 6 do mundo. Já conquistou 18 títulos, entre eles o bicampeonato no Masters 1000 do Canadá. De quebra, faturou duas vezes o US Open nas duplas mistas.

Melo, por sua vez, é o 5º do ranking. Levantou 13 troféus de duplas na carreira e passou muito perto de conquistar um Grand Slam, ao alcançar a decisão de Wimbledon no ano passado.

Embora não joguem juntos no circuito, os mineiros têm um entrosamento acima de qualquer suspeita. Foram parceiros fixos entre 2010 e 2012 e continuam fazendo uma parceria de sucesso representando o Brasil na Copa Davis, competição na qual disputaram nove jogos, das quais venceram oito. Alguns deles memoráveis, como o confronto em que bateram os lendários americanos Bob e Mike Bryan em solo americano.

Há cerca de dez dias, no confronto da Copa Davis contra a Espanha, Bruno e Marcelo mostraram outra qualidade que será necessária para atuar em 2016: a capacidade de atuar bem dentro de casa, mesmo com a responsabilidade de defender o País diante de um ginásio lotado.

foto:divulgação vipcomm

Eles bateram a forte dupla ibérica, formada por David Marrero e Marc Lopez, e ajudaram o País a voltar à elite da competição.

Espanha & # 39; s Marc Lopez fala com companheiro de equipe David Marrero durante sua Davis Cup play-off dobra partida de tênis contra o Brasil & # 39; s Marcelo Melo e Bruno Soares em São Paulo
foto:Paulo Whitaker

Na ocasião, os mineiros confirmaram que continuarão atuando no circuito regular ao lado de seus parceiros habituais, o austríaco Alexander Peya, no caso de Soares; e o croata Ivan Dodig, no caso de Melo. “Não há porque mudar o que vem funcionando tão bem”, disse Bruno, em entrevista coletiva. Isso, no entanto, não significa que os dois não se aproximarão.

Na mesma semana, eles admitiram que no ano que vem já planejam atuar juntos ocasionalmente para afinar os ponteiros com vistas aos Jogos de 2016.

É claro que nada garante que Bruno e Melo estarão no melhor momento da carreira no momento exato dos Jogos.

É claro, também, que a chave de duplas em Olimpíadas tem uma dificuldade muito particular, que é a participação de parcerias formadas por grandes jogadores de simples geralmente ausentes do circuito regular de duplas, caso dos medalhistas de ouro em Pequim, Stanislas wawrinka e Roger Federer. Mas não há dúvidas de que os mineiros têm tudo o que é necessário para brigar palmo a palmo por uma medalha.

Inclusive a consciência de suas chances e da importância do feito que podem alcançar. A julgar pelas suas declarações, a preparação para 2016 já começou, e com o pé direito.
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