2014 será histórico. A abstração fica para depois.

Era para ser um ano de total abstração em relação ao futebol. Porque a credibilidade do maior campeonato do País está pisoteada.

 Porque a Copa, da forma como está sendo concebida, me traz mais decepções do que ansiedade.

 Porque meu time não apresenta nenhum indício de que terá um ano glorioso.

Porque a esperança de que as coisas tomem um rumo adequado no nosso futebol são cada vez mais exíguas
.
 Mas, por motivos de força maior, essa abstração vai ter que ficar para depois.

Porque não vejo a hora de saber como Messi se sairá no maior desafio da sua vida.

 O maior craque deste tempo, que pode ser também o maior craque de todos os tempos, ainda busca uma grande atuação em Copas do Mundo.

 Sair com a taça na mão na casa do arquirrival, que por acaso é a maior potência do futebol, seria um dos feitos mais incríveis já alcançados por um atleta.

Porque a Seleção Brasileira viverá, forçosamente, um episódio que ficará para sempre marcado em negrito na sua história.

 A Copa de 2014 poderá ser a confirmação da hegemonia do País após uma década de tropeços e um fim no fantasma do Maracanazzo.

 Ou, por outro lado, a reedição de um trauma que atravessou gerações, capaz de ressuscitar com ainda mais força a persistente síndrome de vira-lata que nos assola a cada infortúnio. Não haverá meio-termo.

Porque o futebol brasileiro viverá um ano-chave na construção do seu futuro. Como a CBF reagirá às centenas de ações que a torcida da Lusa pretende levar à Justiça Comum?

 Qual será o fim da tentativa de usar o imbróglio para acabar com os pontos corridos e fazer o mata-mata ressurgir das cinzas?

 Vamos preservar as conquistas ou jogar novamente o Campeonato Brasileiro no caminho do atraso, na contramão do resto do mundo?

Porque com a combinação de Copa do Mundo, eleições e vontade popular de participar de decisões políticas há grandes chances de renascerem as manifestações que levantaram o País em junho.

E desta vez no âmbito esportivo haverá o Bom Senso FC, que canalizará esse impulso para dentro do campo.

 O movimento vai esmorecer ou se fortalecer?

 Vai fazer concessões ou radicalizar?

 Veremos protestos, greves, mudanças ou só uma fumaça que vai se dissipando aos poucos?

O ano tem emoções, boas e ruins, para todos os gostos.

 Impossível mesmo só ficar indiferente.

 A abstração, quem sabe, fica para 2015. E que cheguem logo os episódios decisivos.
fonte:Link to Esporte Fino

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