Brasil, a terra do Surreal Futebol Clube


Campeão desde 1910, o Botafogo de Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho e Zagallo virou um divulgador. Está de parabéns
Campeão desde 1910, o Botafogo de Garrincha, Nilton Santos e Zagallo virou um divulgador. (Foto: Vitor Silva / SSpress)
                                                   (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Dizem que o Brasil não é um país para amadores.

 No caso do futebol brasileiro, é o contrário.

 Parece só haver espaço para os amadores.

Poucas ações são tão representativas deste estado de coisas quanto o novo patrocinador do Botafogo.

 Está lá, na camisa que Nilton Santos e Garrincha vestiram, o logo de uma empresa investigada pelo Ministério da Justiça por formação de pirâmide financeira e veiculação de publicidade enganosa e abusiva.

 A parceria com uma companhia acusada de ser golpista nem fez corar a diretoria do Botafogo.

 Ao contrário, o acordo é defendido com pompa. “Avaliamos que isso não seria um problema”, disse o diretor executivo do Botafogo, Sérgio Landau, à ESPN.

“Temos certeza de que eles vão se resolver na Justiça e não haverá mais nenhuma questão”.

Pode ser, mas pode não ser. E quem vai pagar por isso? A marca Botafogo, é óbvio.

É um tanto óbvio, também, que qualquer um dos clubes ditos grandes do Brasil poderia fazer igual, ou pior, ao Botafogo.

 Ações moralmente condenáveis e/ou surreais para o grande público são tomadas com frequência pelos cartolas brasileiros. Quem se esqueceu da MSI, da Hicks Muse, do Nations Bank ou da ISL?

As parcerias malucas são fruto da pindaíba permanente dos clubes. Elas refletem a incompetência generalizada da cartolagem.

 Mais de uma década depois da instituição do modelo de pontos corridos, que possibilita aos clubes um planejamento de longo prazo, a incapacidade de ser financeiramente sadio é uma regra.
fonte:Link to Esporte Fino

Deixe uma resposta