Reconstrução não vai agredir a história do Estádio do PV

  “O Estádio Presidente Vargas faz parte do patrimônio cultural, da identidade da cidade de Fortaleza. O PV foi inaugurado em 1941. De 41 para cá, num jogo histórico do glorioso Ferroviário, esse estádio jamais passou uma reforma dessa importância. Aquele Presidente Vargas que a gente tinha, ele realmente não existe mais”. A declaração é do secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel), Evaldo Lima, proferida à reportagem do Jornal Escanteio durante a visita ao PV.

A finalidade dessa vistoria era de compartilhar com a comunidade fortalezense, com servidores e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Ceará (Sintufce) o andamento das obras da reconstrução do estimado PV. Durante a visitação o secretário Evaldo Lima e sindicalistas receberam informações detalhadas da reforma do engenheiro responsável da obra, Océlio Valente. Os visitantes afirmaram que a reconstrução não agride a história do velho estádio.

O secretário Evaldo Lima diz que do velho PV ficará marcado somente na memória dos que amam Fortaleza. “Agora nos temos um equipamento com assentos individuais, as cabines de imprensa terão elevadores. Quem de nós poderia imaginar o PV com elevadores. As cabines de imprensa com tratamento acústico, ar-condicionado, assentos individuais. Quando o equipamento (PV) foi interditado a capacidade era de 18.500 pessoas. Quando se colocam assentos a capacidade tende a diminuir. O PV ao invés de diminuir vai ter a capacidade ampliada. Um público superior a 20 mil pessoas. A expectativa não é só para esse Campeonato Cearense. Mas também para o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e para os próximos 70 anos. A gente vai ter uma boa surpresa quando adentrar nesse equipamento”.

Adiantando ele acrescenta: “A grande questão é a forma como esta obra está sendo conduzida com a máxima transparência, participação isto quer dizer: com o envolvimento da APCDEC, da Federação Cearense de Futebol (FCF), dos principais clubes, da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e aí não caberiam os frisos preto e branco, ou vermelho, azul e branco ou vermelho, preto e branco. Então era necessário buscássemos cores neutras, como campo de futebol tem que ser. Que não beneficiasse nenhum dos grandes clubes do futebol cearense e que ao mesmo tempo contemplasse a todos.O engenheiro Océlio é o responsável pela obra, faz o acompanhamento diário, sistemático daqui”.

Conforme engenheiro Océlio Valente “a parte principal da obra foi a estrutural. Foi por isso que ele foi interdidato. A maior parte do ano passado, até final de outubro, a gente estava trabalhando na recuperação estrutural. Recuperação estrutural e reforços. Porque o estádio não só tinha muitos pontos que estavam deteriorados demais, ou porque o concreto estava esfarelando, as ferragens estavam extremamente corroídas, em alguns pontos as ferragens chegavam até a sumir, mas, também, além de fazer essa recuperação do concreto que existia ou também a necessidade de fazer o reforço dela. Porque o estádio foi construído em 1941 para um torcedor que tinha um comportamento diferente do comportamento de hoje”.

“O nosso projetista daqui (obras do PV) identificou além da recuperação necessitava também de reforço. Então, cem por cento do estádio, vocês vão ver, que 100% dele foi adicionado uma nova armadura e foi concretado. Alguns pilares dele foi também aumentada a seção. Esses pilares aqui, por exemplo, era uma seção de 40 centímetros por 20. Ele ficou agora com 60 centímetros por 40. Ficou um pilar bem mais robusto. Ele foi tornado mais rígido. Porque o estádio ele era muito separado. Cada setor, ele era uma estrutura separada. Ele tinha as juntas de dilatação. Que é um corte no concreto que separa ele, o qual o deixa muito pouco rígido. Nessa reforma houve a necessidade, também, devido ao efeito dinâmico porque o estádio quando foi construído em 1941, naquela época não existia a preocupação de que obras, como um estádio de futebol, sofrem efeitos dinâmicos muito maior do que edifício, por exemplo. Então, 100% dele foi recuperado”.

“Além disso, foram construídos cinco novos degraus, na verdade vocês vão ver apenas quatro, porque quatro foram construídos com estrutura de concreto, o quinto degrau ele é composto juntamente com o passeio que fica antes do alambrado. Quando tiver construído esse passeio com alambrado, aí possuo o quinto degrau. Foi demolido tudo que existia de infra-estrutura. O estádio foi deixado apenas o esqueleto. A estrutura antiga do PV foi usada como uma forma para construir o novo estádio”, conclui Océlio.

Por Arilo Araujo.

Antonio Bento
Analista de Redes de Computadores , Pos-Graduado em Segurança de Redes de Computadores , Pos-Graduado Tecnologias Para Aplicações Web. Trabalha deste 2008 com Aplicações web em desenvolvimentos nas linguagem (php, Python, Ruby Rais) Conhecimento Avançando em banco sql Nosql.
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